domingo, 11 de agosto de 2013

Dia dos pais

Eu tinha que ter tirado uma foto, porque a imagem teria muito mais graça do que a minha narrativa aqui.
Não sei quem inventou esse raio de dia dos pais e toda essa tradição de dia especial, de almoço em família, presentes e a felicidade reinando numa família de margarina. Pra começar, eu não tenho mais pai tem bem uns 10 anos. Segundo que o Rafa (recém pai) é contra essa coisa imposta pelo comércio de que tem que ter presente comprado nos dias especiais. Terceiro que eu tô sem grana mesmo. Isso acontece com mães que largam o trabalho em prol das crias.
Daí que não cogitei sair com a Abeille pra comprar presentinho firula pra fazer encenação de que uma bebê de 4 meses tá entregando alguma coisa pro pai. E, quando eu acordei hoje, estava arrependida por não ter programado nada. Nem um café na cama. E daí que eu convidei o Rafa pra tomar um café na padaria por minha conta. Em homenagem ao dia dos pais. Na hora de pagar me dei conta de que havia esquecido a carteira em casa. Ok, ele pagou.
Pra me redimir, resolvi fazer um almoço de dia dos pais. Abeille ainda não come pra celebrar junto. Aliás, precisamos esperar ela dormir pra almoçar juntos. Mas mesmo assim, resolvi entrar no clima. Botei a criança na cadeirinha do carro e parti pro mercado fazer as compras para preparar uma lasanha. Fiz um molho de tomate natural, incrementei a carne com curry e pimenta do reino e fiz um molho mega suculento. E um pudim de leite assando no forno. Levei a Abeille para trocar a fralda. E entre uma fralda e outra, ela fez cocô 3 vezes! Na toalha de banho mais linda e branca! E também no macacão. OK, troquei a fralda e a levei para o quarto, mas sei lá de onde vinha tanta merda, ela cagou mais uma vez! Tive que trocar e dar um banho, porque a coisa ficou feia mesmo.
Nesse meio tempo, o pudim queimou. E quando terminei todo o processo, a fome era tanta que eu arquivei o molho suculento no congelador. Tirei dali uma pequena travessa de porção individual de lasanha congelada para dividirmos. Mas era tão pequenininha ali naquela mesa toda arrumada entre pratos, guardanapos e talheres, que era cômico de se ver. Tive um acesso de riso e choro para completar a emoção do nosso almoço especial. E pra terminar, ainda tinham duas mariolas na geladeira. Sobremesa de dia dos pais. 

2 comentários:

  1. Puxa vida, como eu ri, há há ha

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  2. Ninguem disse q a vida ia ser facil... Mas ainda assim, ela eh maravilhosa!

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