segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Broto de lentilha

O barato dessa onda vegana é que a gente aprende muita coisa interessante por aí.
E eu, que adoro inovar sempre no cardápio aqui de casa, tratei de experimentar o preparo desta "slow food", e bota slow nisso!
É muito bacana ir vendo o desenvolvimento dos brotinhos nas lentilhas dia após dia. É mais uma vez a vida se manifestando nas suas tão variadas e lindas formas. Eu me apaixonei por elas. Lá pelo quarto dia, os brotinhos estavam compridos, exuberantes e prontos para serem... devorados?



Aí bateu um remorso e fiquei no dilema: comer ou plantar? 
Lógico, de uns 200 grãos, eu não poderia salvá-los na terra ainda que jogasse todos em um terreno vazio. Pensando desta forma, comi. Mas não vou mentir, deu um certo pesar, ligeiramente contraditório, um pensamento frugívoro.

O processo: A técnica é lenta, mas simples. Deixei de molho um punhado de lentilhas durante um dia. Depois, escorri a água, lavei e coloquei em um prato fundo. Cobri com outro prato. Durante os próximos 3 dias, lavei e escorri os grãos de manhã e de noite, voltando a armazenar no prato tampado. Existem outras técnicas, cobrindo com tule. Fácil de encontrar no youtube. Eu usei lentilha de supermercado mesmo, marca comum, nada de feira, orgânico, nada disso e deu certo.
Eu comi assim, com um fiozinho de azeite, mas para quem não curte muito o sabor do broto puro, fica muito bom em saladas de folhas variadas, com molhos, etc.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

O velho, o novo e um bolo confeitado

Lá se vai mais um ano e recomeça um novo. 
Por mais que o tema já esteja soando meio batido, ao perceber que o ano se finalizava, resolvi dar uma geral para retirar de casa tudo que já não servia ou estava em excesso. Este movimento sempre me faz bem e no fim de ano, ganha um significado ainda maior e mais especial. É quando vejo a oportunidade de descartar não só os objetos de consumo, bens materiais, mas também padrões de comportamento e hábitos rotineiros que eu bem sei que não estão de acordo com meus ideais de vida.
Assim, limpei o terreno para a chegada de 2019. E limpei literalmente, aparando a grama e arrancando o mato, exceto o pé de guandu, que aqui dá feito mato mesmo, portanto é mato, mas foi poupado, mesmo atrapalhando a exibição de nossa jabuticabeira natalina, porque o matagal está em seu período gestacional e eu não ousaria interromper uma vida em sua fase mais opulenta.
O guandu ficou para nos brindar o novo com uma saudável bacia de grãos germinados ricos em nutrientes, que consolida um dos meus ideais de vida sempre: o da valorização da alimentação saudável.
E para me despedir de 2018, pois o passado se foi, mas as lembranças permanecem, agradeço com um bolo recheado, receita nova, que leva leite condensado, que raramente uso, confeitaria com glacê (novidade para mim, diversão para Abeille), recorte e montagem do bolo, habilidade que eu não supunha ter, mas que veio em boa hora, trazendo um toque de requinte ao inédito que eu quero para mim com a chegada de 2019. 



terça-feira, 14 de agosto de 2018

Nhoque de Abóbora

Gente, estou exultante! 
Aproveitei uma abóbora inteira, descartando somente o cabinho, o resto eu fiz tudo hoje.
Em um turbilhão de acontecimentos, exultante com o início de estágio, às voltas com Freud, Freud e mais Freud, apaixonada (por Freud), além da dedicação ao trabalho, casa, família, academia, hoje é a terceira semana em que consigo cumprir meu calendário de organização culinária, afim de cumprir com o cardápio semanal, reduzir minhas idas ao mercado a uma ou duas vezes por semana, economizar e conseguir comer mais em casa e menos na rua. A cada semana eu anoto o cardápio e o planejamento das refeições, para saber depois e poder repetir algumas receitas que deram certo.
E hoje então, eu resolvi fazer um nhoque de abóbora, com uma das minhas abóboras deliciosas e orgânicas. Eu que nunca tinha feito nhoque, me surpreendi com a praticidade da receita.
Enquanto preparava a massa, deixei dourar as sementes de abóbora no forno, com sal e ficaram maravilhosas! As cascas da abóbora, eu temperei com masala em pó (pode ser também curry ou cominho), sal e alecrim fresco e levei ao forno também, para fazer chips de casca. Ficou divino também. 
A polpa da abóbora foi que eu usei para o nhoque e a receita, tirei daqui  http://www.aquinacozinha.com/nhoque-de-abobora/ mas tive que usar uns 3 copos de farinha de trigo, pois a massa ficou muito grudenta no início.
O molho também fiz diferente: Tinha já pronto molho de tomate com manjericão caseiro e queijo ralado por cima.

Nem deu tempo de tirar uma foto!



quinta-feira, 26 de julho de 2018

Duas árvores plantadas em frente à minha janela

Escrevo quando todo o resto dorme
É quando os ruídos silenciam e os pensamentos se expõem
Bradam
Tenho esse jeito de criar mil realidades para uma só
Ou muitas

Hoje serei mais do mesmo, meio piegas, meio tosca, porque estou inspirada no nome da moda, o que está vendendo bolsas e livros. É que passei meio que de raspão e por acaso entrei na exposição e eu não tinha como não ver (ou ler). 


                           "Eu acho que a literatura vem desse conflito entre a ordem que você quer e a desordem que você tem."
H. Hilst

Poesia me acalma, já disse antes.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Sopa de abóbora de tudo que é jeito (mas essa última...)

Pois é! Quando comecei a ver que meu mato estava produzindo abóboras, tratei de buscar uma infinidade de receitas para dar conta do meu abobral. Comecei com as sopas mais clássicas, depois adicionando capim limão, gengibre, gorgonzola, dentre outras delícias que combinam muito bem. Depois testei a defumada no forno, o chips de frigideira, o pãozinho e por aí vai.
E todas as vezes sobra caroço de abóbora tostado que também é muito saudável e um ótimo aperitivo. A receitada toda eu vou pegando na internet - o que tem de receita de abóbora não está no gibi!
Mas essa aqui eu tenho que passar no blog, porque escapa um pouco do convencional e eu fui adaptando umas técnicas, misturando todas e deu uma sopa incrível e orgânica e vegana, essas coisas todas que estão na moda. 😉
Segue aqui meu passo a passo:

Eu suponho que a minha abóbora seja do tipo cabotia (ou japonesa), porque tem a casca grossa, escura e meio rajada. A polpa desta abóbora costuma ser de um laranja vivo e consistência maravilhosa, e faz uma sopa linda, de cor vibrante.

Lavei bem a casca que não será retirada na preparação ao forno. Cortei a abóbora em vários pedaços menores. Arrumei-os em uma travessa e temperei com azeite, sal, alho, rodelas de cebola e usei também curry e cominho em pó, pimenta do reino, alecrim e tomilho frescos e um pedacinho de gengibre. 
Deixei a abóbora no forno por uns 20 minutos, tempo suficiente para retirar as cascas com um descascador de legumes (ou mesmo uma faca, sai fácil). A abóbora semi cozida com as cebolas e alhos eu coloquei na panela com água e deixei cozinhar até ficar macia e poder bater tudo com o mixer. Os temperos frescos e cascas eu voltei para o forno com um pouco mais de sal para fazer uma espécie de chips - deixei mais uns 15 minutos. É bom maneirar no sal da abóbora quando estiver temperando, pois assim a sopa fica menos salgada e a casca (que recebe mais um pouco de sal ao voltar para o forno) dá o toque salgadinho na sopa. 

Quando os chips de casca estiverem prontos, basta colocar junto à sopa na panela e pronto! Que sacada! As cascas ficam firmes e meio crocantes, lembrando a consistência de um bacon ou torresmo. O alecrim e tomilho também ressecam e dão este toque de crocância e muito sabor. 

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Maionese de abacate

Chegou a temporada do abacate e eu, que tenho buscado comer frutas da estação, aproveitei para preparar uma nova receitinha, inspirado no Cozinha Bach (do Youtube).  
Eu não fiz exatamente o passo a passo da receita original. Adaptei o amassadinho de abacate e sal que aprendi antes com a querida Bernardita, que me preparou deliciosos cafés da manhã no começo do ano. E o resultado é um creme saudável e saboroso que, espalhando no pão com outros recheios de sanduba (presunto, tomates, rúcula, queijo...) lembra mesmo a textura e o sabor de maionese. Prefiro consumir imediatamente para não ficar escuro e nem alterar o cheiro.
E para quem não gosta de abacate in natura, eu aviso que vale experimentar. Eu também não gostava de abacate nem puro, nem adoçado, até descobrir as receitas salgadas desta fruta e me render de vez a estas delícias. Além disso, abacate é rico em Ômega 3, ajuda no controle do colesterol, dentre inúmeros outros benefícios. 

Maionese de abacate: 
1/2 abacate bem amassado
Sal a gosto


domingo, 24 de setembro de 2017

Tá ruim, mas tá bom

E eu tenho fé! 
Que a vida vai melhorar...

A primavera chegando, o sol esquentando, festival no Parque dos Pássaros da tarde de Domingo. Coisa simples, sem produção, sem efeitos. Só a gente ali e toda gente, em busca de alento.