terça-feira, 5 de junho de 2018

Sopa de abóbora de tudo que é jeito (mas essa última...)

Pois é! Quando comecei a ver que meu mato estava produzindo abóboras, tratei de buscar uma infinidade de receitas para dar conta do meu abobral. Comecei com as sopas mais clássicas, depois adicionando capim limão, gengibre, gorgonzola, dentre outras delícias que combinam muito bem. Depois testei a defumada no forno, o chips de frigideira, o pãozinho e por aí vai.
E todas as vezes sobra caroço de abóbora tostado que também é muito saudável e um ótimo aperitivo. A receitada toda eu vou pegando na internet - o que tem de receita de abóbora não está no gibi!
Mas essa aqui eu tenho que passar no blog, porque escapa um pouco do convencional e eu fui adaptando umas técnicas, misturando todas e deu uma sopa incrível e orgânica e vegana, essas coisas todas que estão na moda. 😉
Segue aqui meu passo a passo:

Eu suponho que a minha abóbora seja do tipo cabotia (ou japonesa), porque tem a casca grossa, escura e meio rajada. A polpa desta abóbora costuma ser de um laranja vivo e consistência maravilhosa, e faz uma sopa linda, de cor vibrante.

Lavei bem a casca que não será retirada na preparação ao forno. Cortei a abóbora em vários pedaços menores. Arrumei-os em uma travessa e temperei com azeite, sal, alho, rodelas de cebola e usei também curry e cominho em pó, pimenta do reino, alecrim e tomilho frescos e um pedacinho de gengibre. 
Deixei a abóbora no forno por uns 20 minutos, tempo suficiente para retirar as cascas com um descascador de legumes (ou mesmo uma faca, sai fácil). A abóbora semi cozida com as cebolas e alhos eu coloquei na panela com água e deixei cozinhar até ficar macia e poder bater tudo com o mixer. Os temperos frescos e cascas eu voltei para o forno com um pouco mais de sal para fazer uma espécie de chips - deixei mais uns 15 minutos. É bom maneirar no sal da abóbora quando estiver temperando, pois assim a sopa fica menos salgada e a casca (que recebe mais um pouco de sal ao voltar para o forno) dá o toque salgadinho na sopa. 

Quando os chips de casca estiverem prontos, basta colocar junto à sopa na panela e pronto! Que sacada! As cascas ficam firmes e meio crocantes, lembrando a consistência de um bacon ou torresmo. O alecrim e tomilho também ressecam e dão este toque de crocância e muito sabor. 

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Maionese de abacate

Chegou a temporada do abacate e eu, que tenho buscado comer frutas da estação, aproveitei para preparar uma nova receitinha, inspirado no Cozinha Bach (do Youtube).  
Eu não fiz exatamente o passo a passo da receita original. Adaptei o amassadinho de abacate e sal que aprendi antes com a querida Bernardita, que me preparou deliciosos cafés da manhã no começo do ano. E o resultado é um creme saudável e saboroso que, espalhando no pão com outros recheios de sanduba (presunto, tomates, rúcula, queijo...) lembra mesmo a textura e o sabor de maionese. Prefiro consumir imediatamente para não ficar escuro e nem alterar o cheiro.
E para quem não gosta de abacate in natura, eu aviso que vale experimentar. Eu também não gostava de abacate nem puro, nem adoçado, até descobrir as receitas salgadas desta fruta e me render de vez a estas delícias. Além disso, abacate é rico em Ômega 3, ajuda no controle do colesterol, dentre inúmeros outros benefícios. 

Maionese de abacate: 
1/2 abacate bem amassado
Sal a gosto


domingo, 24 de setembro de 2017

Tá ruim, mas tá bom

E eu tenho fé! 
Que a vida vai melhorar...

A primavera chegando, o sol esquentando, festival no Parque dos Pássaros da tarde de Domingo. Coisa simples, sem produção, sem efeitos. Só a gente ali e toda gente, em busca de alento.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

A louca das sementes

Não sei desde quando eu me tornei a louca de muitas coisas. Mas certamente a aquisição do minhocário foi um ponto de referência para muitas das minhas esquisitices. Adoro olhar as bichinhas se mexendo e ver como estão gordinhas. Por uma destas conspirações universais, há pouco construíram uma composteira comunitária numa praça pública a duas quadras daqui de casa. Três voluntários de diferentes partes do mundo que arregaçaram as mangas num terreno abandonado, transformando-o em uma deliciosa área de convívio e nos ensinaram muito sobre aproveitamento de materiais. Assim, o resto dos vegetais que não podia ir na minha composteira devido à acidez ou tamanho excessivo agora é todo aproveitado para virar adubo.
Há alguns dias eu assisti o filme Nise, que retrata o trabalho da Dra. Nise Silveira, médica que revolucionou o tratamento na psiquiatria brasileira. Em uma das cenas do filme, recordei com clareza o trecho de um de seus livros, que mencionava um rapaz que dizia algo do tipo: O homem é que diz que o lixo é lixo.  Só isso para mim já parecia interessantíssimo de se escutar. Mas ele ainda complementa, com sementes nas mãos: Semente não é pra jogar no lixo. Semente é para ser plantada. E, obviamente que eu, imediatamente abracei a causa e me tornei a louca das sementes. 
Eu já vinha notando como as sementinhas germinam com facilidade ali no meio do composto orgânico, dentro de uma caixa úmida sem luz e resistem por semanas na expectativa de um dia, quem sabe, conseguirem um lugarzinho ao sol. Depois, resolvi jogar num canto qualquer do quintal um miolo de tomate. Sem nenhuma rega, sem revolver a terra, sem adubo, nasceram vários brotos que estão crescendo autônomos independentes da minha vontade. Então decidi respeitar as sementes. Mais do que dar para as minhocas, estou guardando e semeando pelo bairro. Claro que a imagem de uma balzaquiana andando pela rua com uma cumbuca de sementes de mamão, jogando para a direita e para a esquerda, como se distribuisse milho aos pombos deve causar bastante estranhamento. Mas se para alguns, custou a liberdade defender uma causa assim, já não me importo parecer um pouco diferente. 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

A colheita de guandu

De vez em quando a gente semeia umas coisinhas no jardim, sem pretensão de cultivar, só mesmo pra ver brotar a sementinha e mostrar para Abeille. 
Outro dia, trouxemos da feira um saquinho de guandu verde, coisa mui preciosa que temos por aqui, pois é produzido, colhido, descascado e vendido pelo mesmo par de mãos. Pois esta semente fresca brotou nuns vasos pequenos, cresceu feito matagal, deu flores lindas na primavera e por fim, produziu as vagens. Como as folhas iam obstruindo o caminho, Rafa já ia de facão em punho arrancar a galhada, quando eu corri a tempo de impedi-lo, agarrei na mão da Abeille e disse: Filha, vamos colher guandu!
Retiramos as vagens e fomos debulhar a nossa colheita. Rendeu meia xícara de grãos que eu cozinhei na mesma panela em que cozinhava batata. Depois, juntei em um potinho bem bonito e servi no almoço. Estrogonofe com arroz, batatas e guandu. 


Nossas vagens. Orgulho da casa!

sábado, 19 de novembro de 2016

A bicicleta e eu

Há um tempo queria começar uma série de postagens sobre as minhas esquisitices. De como eu tenho me tornado parecida com a minha mãe em certos aspectos (e exatamente aqueles que eu criticava na adolescência), dos paradoxos que encaro ao desejar viver fora do sistema, estando ao mesmo tempo profundamente enraizada e algumas questões existenciais que às vezes parecem surreais. Mas me falta coragem fazer do blog um relato tão pessoal e, ademais, pensava que a coisa podia tomar cara de imperativo, de juízo de valor. Mas aí, outro dia estava andando de bicicleta, uma das minhas recém adquiridas "esquisitices" e fui tomada por um bem-estar que já não podia deixar de pensar em escrever.

Para esclarecer, não considero 'esquisito' um sujeito que anda de bicicleta.

Moro em uma cidade que oferece 21 quilômetros de ciclovia. Não vou dizer que seja um mar de rosas, porque os trechos se desconectam às vezes. Mas ainda assim, são 21 quilômetros. E na área onde moro, os trechos são longos e conectam uns bairros aos outros.
Há um tempo, o serviço de reboque e pátio dos carros apreendidos pela polícia foi terceirizado e parece que desde então a fiscalização está cada vez mais rigorosa. Tem blitz em cada esquina. Depois veio a lei do farol acesso, o aumento da gasolina e agora das multas em geral. Conclusão: resolvi valer da bicicleta como meio de transporte, não mais só para lazer. E a minha, que já deve ter uns 6 anos, fica no tempo, enferrujando e eu assumi que é assim mesmo que eu quero. Bicicleta velha ninguém rouba. E aí vem a esquisitice: é que eu tenho um certo orgulho de chegar com ela velha assim nos lugares, sabe? Tinha marcha, que eu não gostava, mandei arrancar. O freio arrebentou, fiquei só com um. Descobri como a manutenção é barata e o melhor de tudo é que, quase sem planejar, acabei fazendo economia no fim do mês. A faculdade fica tão pertinho que quase leva o mesmo tempo pra ir de carro ou de bike (é que bicicleta não tem contra-mão e nem estacionamento lotado).
Tem o lado bom de mexer as pernas, perceber a cidade mais bucólica e tranquila no começo do dia ou no fim da tarde e o melhor de tudo é quando passo pela blitz. Não preciso conferir se levei a bolsa, a carteira, se botei o cinto ou acendi as luzes... É só pedalar.
Bicicleta velha ninguém rouba

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Colhendo os frutos - Primavera!

Cores e delícias do meu pequeno quintal